Notícias

Fórum Ambição 2030 debate transição verde, descarbonização e maturidade ESG no MASP

SÃO PAULO – Teve início ontem, 02 de junho, no auditório do MASP, em São Paulo, a 4ª edição do Fórum Ambição 2030, promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil. O maior encontro de sustentabilidade corporativa do país reuniu centenas de lideranças empresariais, do setor público e da sociedade civil sob o tema central […]

SÃO PAULO – Teve início ontem, 02 de junho, no auditório do MASP, em São Paulo, a 4ª edição do Fórum Ambição 2030, promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil. O maior encontro de sustentabilidade corporativa do país reuniu centenas de lideranças empresariais, do setor público e da sociedade civil sob o tema central “A Década da Implementação: Como as Empresas Estão Redesenhando o Futuro do Brasil”, focando no avanço de metas socioambientais práticas.

Na abertura dos trabalhos, o diretor executivo do Pacto Global – Rede Brasil, Guilherme Xavier, destacou que a agenda socioambiental deixou de ser uma escolha opcional e passou a ser o principal vetor de sobrevivência financeira e competitividade corporativa. Diante do público presente, Xavier ressaltou a responsabilidade em escala do mercado brasileiro para liderar a transição climática global. “Quando as empresas brasileiras se movem na direção certa, elas arrastam cadeias produtivas inteiras, dentro e fora do país”, apontou o executivo, defendendo que crescer de forma responsável e transparente é a única garantia de sustentabilidade dos retornos. “Crescer de forma sustentável não é abrir mão de resultados. É a única garantia de que haverá resultados a celebrar amanhã, em 2030, e muito além”, completou.

As boas-vindas do conselho de administração foram conduzidas pela nova presidente, Ana Paula Carracedo, e pela vice-presidente, Luciana Nicola. Nicola ressaltou que as transformações climáticas já possuem impacto financeiro imediato na economia do país. “A gente não está falando mais de uma agenda do futuro, ela tem acontecido no presente, ela tem se precificado hoje no PIB, tem impactado produtividade”, afirmou, defendendo a integração do ESG à governança de conselho.

A primeira palestra magna do dia trouxe um alerta sobre o ritmo de implementação global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Keynote Speaker, Maristela Baioni, coordenadora de programa do PNUD, palestrou no painel sobre a evolução dos ODS e o Sistema ONU, apresentando dados que indicam que apenas 35% das metas globais estão no caminho certo. Baioni enfatizou que os avanços do desenvolvimento humano necessitam de inclusão real contra desigualdades de gênero, raça e território. “O nosso desafio é virar a chave, não apenas para uma década de implementação, mas uma década de transformação, onde as empresas têm papel central na transformação de um sistema econômico baseado na competitividade e lucratividade, para uma economia baseada na criação de valor”, ressaltou.

Os debates matutinos também englobaram as esferas práticas de transição. No painel “Da Extração à Regeneração”, Edison Carlos, presidente do Instituto AEGEA, e Marilia Garcez, diretora da Orizon, debateram modelos de economia circular, destinação adequada de resíduos e infraestrutura sanitária. O tema de regulação e incentivos à transição industrial foi pauta da mesa “Transição Energética: Oportunidade ou Obrigação?”, com a participação de Miguel Castro, ponto focal da OCDE, Michelle Fernandes Vieira, superintendente da Caixa, e Rafaela Guedes, CEO da RG Impact. A manhã encerrou-se com discussões sobre integridade nas cadeias produtivas e due diligence em direitos humanos com Clarice Coppetti, diretora de assuntos corporativos da Petrobras, Irina Bacci, diretora técnica da Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), Ana Cristina Rosa Garcia, vice-presidenta do Banco do Brasil, e Maria Luiza Pinto, vice-presidente da Suzano, após abertura de Renato Maia Lopes, diretor jurídico e de compliance da CBA.

Patrocínio: AEGEA, Caixa e Governo do Brasil

0 Signatários