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Justiça climática com foco em territórios marca participação de Paloma Capistrano em painel do CEERT

Paloma Capistrano, Coordenadora de Clima do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, participou do painel “Transição Justa em Movimento: Ancestralidade e Inovação”, durante o encontro “Diálogos Antirracistas 35 anos: Educação Socioambiental, Democracia e Equidade – Região Norte”. O evento foi promovido pelo CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), organização brasileira […]

Paloma Capistrano, Coordenadora de Clima do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, participou do painel “Transição Justa em Movimento: Ancestralidade e Inovação”, durante o encontro “Diálogos Antirracistas 35 anos: Educação Socioambiental, Democracia e Equidade – Região Norte”. O evento foi promovido pelo CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), organização brasileira referência no debate sobre equidade racial e de gênero. Realizado em Belém, o encontro reuniu organizações da sociedade civil, comunidades tradicionais e jovens lideranças para discutir caminhos de transição energética justa na América Latina, com foco em justiça climática, equidade racial e integração entre ancestralidade e inovação.

O painel destacou a importância de fortalecer o protagonismo de jovens, povos indígenas e comunidades quilombolas na construção de soluções para a transição energética. Entre os tópicos debatidos estiveram políticas afirmativas para ampliar o acesso a espaços de decisão, educação para democratização de dados e geração descentralizada de energia como estratégia para reduzir a pobreza energética. A discussão também evidenciou as diferenças territoriais do país, especialmente na Amazônia, onde a energia elétrica tem o custo mais alto do Brasil. Segundo Paloma Capistrano, “as realidades da Amazônia precisam ser consideradas, porque os desafios aqui são diferentes do restante do país”.

Durante o encontro, Paloma mediou o painel e divulgou o trabalho do Pacto Global da ONU – Rede Brasil no Núcleo de Ações Coletivas por Justiça Climática e Transição Justa, que mobiliza empresas para compromissos práticos e colaboração multissetorial. Ela antecipou que, durante a COP30, será lançado o Caderno Temático Empresarial de Justiça Climática para o setor de AFOLU (Agricultura, Florestas e Uso do Solo), reforçando o papel estratégico do setor privado na construção de soluções que integrem clima e direitos humanos.