Equidade É Prioridade: Étnico Racial é uma parceria entre o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e o Pacto Global e tem por objetivo auxiliar as empresas a terem metas individuais para pessoas negras em cargos de gestão. No Brasil, a maioria da população é negra, mais especificamente 55,8% segundo o IBGE, mas ocupam apenas 4,7% dos cargos de liderança das 500 maiores empresas do país.

A iniciativa teve como inspiração o Equidade é Prioridade: Gênero – programa de impacto mundial do Pacto Global da ONU – que tem por objetivo garantir que empresas tenham metas ambiciosas para mulheres na alta liderança. Diferentemente do programa de Gênero, o Étnico-racial avaliará as metas junto das empresas para garantir que todas, ao final do programa, as tenham aprovadas internamente.

Para auxiliar no processo, o programa prevê a realização de Censos da Diversidade para todas as empresas participantes, que definirão metas para a equidade no quadro de pessoal, nos cargos da gestão, nas posições estratégicas e de vanguarda. A parceria contará com formações temáticas sobre equidade racial e com a elaboração de planos de ação a fim de construir conjuntamente os passos necessários para que tais mudanças ocorram de fato.

O projeto Equidade É Prioridade é, portanto, uma resposta ao que urge fazermos para que a nossa sociedade seja cada vez mais saudável, justa e democrática.

Para participar do movimento, as empresas precisam ser signatárias da Rede Brasil do Pacto Global (se a sua empresa não é signatária, saiba mais aqui);

Empresas interessadas em participar podem entrar em contato com Gabriela Almeida, ponto-focal da Frente Temática em Direitos Humanos e Trabalho gabriela.almeida@pactoglobal.org.br. As empresas que assinarem terão visibilidade no site e redes sociais da Rede Brasil do Pacto Global.

Em 2016, o Instituto Ethos realizou uma pesquisa com as 500 maiores empresas brasileiras e constatou-se o que já era percebido: o quadro das pessoas negras nas empresas é de desigualdade e sub-representação. Os números da pesquisa são chocantes, os negros são 58% dos aprendizes e trainees, mas ao subir na pirâmide hierárquica das organizações, representam 6,3% na gerência. No quadro executivo, a proporção é ainda menor: apenas 4,7% são negros.

Em contrapartida, diversos estudos comprovam que empresas mais diversas culturalmente e etnicamente são mais rentáveis. Segundo um estudo de 2020 da consultoria McKinsey, realizado em diversos países, inclusive no Brasil, os ganhos podem chegar a 36%, se comparado a aquelas que não têm tais políticas.

Há diversas análises que podem ser feitas para tentar entender a falta de representatividade negra nas empresas, em especial acima dos cargos de gestão. Mas a principal é o racismo institucional, que está presente em todas as esferas da nossa sociedade, inclusive nas empresas. Equidade é Prioridade: Étnico-racial tem por objetivo trazer ferramentas, dados e orientar as empresas rumo a uma representação mais equitativa. As organizações terão que se comprometer com metas para garantir o avanço da agenda e monitorar as ações.

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