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Movimento + Água lança painel digital inédito para medir impactos nas bacias hidrográficas do País

Monitoramento das atividades das empresas é uma das ferramentas para avançar no objetivo do programa do Pacto Global da ONU

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Março 2023 – Durante o Fórum Ambição 2030, realizado em 7 de março, o Movimento + Água lançou o Painel Digital ‘Mov+Água’ que centraliza dados públicos sobre as bacias, aquíferos e reservatórios por estado brasileiro, sua qualidade e uso pela população, indústria e agronegócio. Nele, também há indicadores de ações de conservação dos ecossistemas aquáticos, redução de desperdícios e acesso ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, tratamento dos esgotos e casos de sucesso. Esta é a primeira vez que dados de saneamento e recursos hídricos estão juntos em um só lugar.
O Painel chega para ajudar a acelerar o cumprimento das metas colocadas pelo Movimento +Água, um dos oito criados pelo Pacto Global da ONU no Brasil na estratégia Ambição 2030, que é um chamado às empresas brasileiras para reconhecerem a urgência e a necessidade de promover ações concretas e assumir compromissos públicos para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) . Vinte e três organizações já se comprometeram com o +Água, que tem como empresas embaixadoras a Aegea e a KPMG.
“Estamos em um momento muito decisivo, em que a nossa sobrevivência está em jogo. Com os Movimentos, o Pacto Global se une às empresas para alcançar os ODS fundamentais para o Brasil. Com o +Água, por exemplo, tratamos do ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e ODS 14 (Proteger a Vida Marinha). Precisamos, cada vez mais, de empresas comprometidas com metas e com todo o caminho traçado para se chegar a elas. Não adianta se comprometer com um objetivo para 2030, sem detalhar as ações e estratégias para alcançá-las. Temos que fazer a diferença agora”, explica Camila Valverde, Diretora de Impacto do Pacto Global da ONU no Brasil. “No país com maior disponibilidade de água doce no mundo nos acostumamos a ignorar sua escassez, sua desigualdade e nossa dependência. O acesso à água e ao saneamento como um direito humano expõe nossa profunda relação com este recurso finito e a necessidade de trabalharmos a curto, médio e longo prazos para não deixar ninguém para trás”.
Nesse contexto de um clima em mudança e da degradação das bacias hidrográficas, garantir disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas como prioridade, mas também viabilizando a prática das atividades econômicas e a conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, é um desafio complexo e urgente, o qual o Movimento +Água pretende vencer. Desta forma, o painel também pretende ajudar as empresas com as informações compiladas.
 “Providenciar dados estruturados que forneçam a real situação hídrica no Brasil é fundamental para que a sociedade e, principalmente as empresas, possam internalizar a criticidade do tema e entender sua parcela de responsabilidade pelo uso do recurso.  O painel traz diversas informações que exploram o detalhamento deste cenário, além de estimular a troca de experiências, trazendo cases de empresas que trouxeram uma agenda positiva nas localidades que operam e conseguiram resultados positivos provenientes dos projetos. É uma ferramenta fundamental para que possamos elevar as discussões no meio empresarial a um patamar semelhante ao que estamos atualmente discutindo a temática de emissões atmosféricas, já que estão diretamente interligadas”, comenta Kin Honda Sócio-Diretor ESG da KPMG.
O Painel também será apresentado em Nova York, no dia 24 de março, durante o evento paralelo à Conferência Mundial da Água, ‘Repensando a Governança da Água no Brasil: foco na crise climática e na agenda de cooperação pela água’, promovido pelo Pacto Global da ONU. 
“O painel lançado recentemente pelo Movimento +Água é de suma importância para todos que lidam com a questão hídrica no Brasil. Para desenvolver qualquer projeto, ação, programa ou política, é essencial que se conheça o cenário daquilo que estamos propondo melhorar. Ter um conjunto de informações fidedignas que consideram as bases de dados oficiais do Brasil numa única plataforma, permite um ganho enorme para fazer qualquer avaliação, análise e propor soluções para as questões relacionadas à água em cenários tão complexos como os que temos em um país de dimensão tão grande como o Brasil. Além disso, permite também uma maior participação e cooperação das empresas e setores que movimentam a água, seja o saneamento básico, o agronegócio, geração de energia, entre outros. Para a Aegea, que é líder no setor privado de saneamento, responsável por levar água tratada para milhões de brasileiros em 13 estados, e tem ações e parcerias concretas relacionadas ao tema água, esta é uma ferramenta muito importante, principalmente para a nossa área de engenharia hídrica”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.