Empresas acreditam que não atuar durante a crise pode prejudicar a reputação

Rede Brasil e Edelman apresentam resultados de levantamento feito com 86 empresas de 2 a 9 de abril   

São Paulo, 24 de abril de 2020 - As empresas reconhecem que devem se responsabilizar pela solução dos desafios que chegam com a pandemia e estão satisfeitas com o que estão realizando. Por outro lado, menos da metade delas está conduzindo ações educativas e sociais, como doações financeiras e/ou de equipamentos e materiais, e apenas uma em cada dez está atuando em parceria com os órgãos governamentais. É o que mostra o relatório “COVID-19 – Como as Empresas Estão Enfrentando a Pandemia”, realizado pela Rede Brasil do Pacto Global e pela agência global de comunicação Edelman, com 86 empresas – 84% signatárias do Pacto Global –, no período de 2 a 9 de abril de 2020. 

Desde a primeira semana da crise no Brasil verificamos uma grande mobilização do setor empresarial, uma vontade de ajudar, fazer alguma coisa. Também percebemos uma preocupação com a cadeia de valor, geralmente formada por empresas menores que seriam mais impactadas com os efeitos econômicos da pandemia. Hoje, mais de um mês depois, é evidente a evolução dessas discussões, que ganham mais maturidade com as articulações e um melhor entendimento das necessidades e com a incorporação de preocupações relacionadas à retomada da economia”, diz Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global. 

“Nossos estudos anteriores mostram que há uma expectativa de que as empresas contribuam de fato para o bem-estar da sociedade”, diz Ana Julião. “A maneira como as empresas se comportarem agora vai afetar, mais do que nunca, não apenas seus negócios, mas sua reputação”.

A seguir os principais destaques do relatório:  

PONTO DE VISTA DAS EMPRESAS E O PAPEL DAS MARCAS 

  • 97% dos respondentes nas empresas concordam que as marcas têm obrigação de contribuir para a solução dos desafios que chegam com a pandemia
  • 94% concordam que as empresas têm responsabilidade em ajudar o governo na crise
  • 88% concordam que não atuar para ajudar durante a crise da COVID-19 pode prejudicar a reputação da empresa
  • 63% concordam que os consumidores irão recompensar a empresa que adotar medidas para ajudar na crise da Covid-19, comprando ou divulgando seus produtos e/ou serviços

COLABORADORES EM PRIMEIRO LUGAR

  • 87% dos respondentes nas empresas concordam que as empresas são responsáveis pelo bem-estar físico e financeiro de seus colaboradores mesmo que elas enfrentem problemas financeiros durante a pandemia
  • 72% afirmam ter políticas para manter os empregos
  • 42% afirmam que a sua empresa está conduzindo ações educativas e sociais, como doações financeiras e/ou de equipamentos
  • 9% afirmam que sua empresa está atuando junto a órgãos governamentais

COMUNICAÇÃO 

  • 37% acreditam que as empresas correm o risco de serem julgadas como oportunistas se comunicarem suas ações para ajudar na crise 

RECOMENDAÇÕES

  1. Proteja seus colaboradores: Zelar pela saúde e pelo bem-estar dos colaboradores é visto como dever dos empregadores. As empresas não devem medir esforços para que isso aconteça.
  2. Atue além da empresa: As empresas têm um papel vital para desempenhar na crise e é esperado que elas atuem também pelo bem de seus públicos externos e sociedade em geral. Aja de acordo com a sua realidade. Toda atitude, independentemente do porte e da capacidade da empresa, será bem-vinda. Use recursos existentes e muita criatividade para fazer a diferença.
  3. Não aja sozinho: Há força na colaboração. Para ajudar as pessoas durante a crise, é necessário unir forças, principalmente com o governo.
  4. Se posicione e comunique suas ações: Não é momento de ser low profile. As marcas devem comunicar o seu papel no enfrentamento da crise, pois isso gera conforto às pessoas. Ao ir a público, as lideranças devem falar de forma empática e com base em fatos.  

Assista abaixo ao webinar de apresentação do estudo:

 

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