No primeiro semestre de 2000, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social conduziu um processo de engajamento das empresas brasileiras ao desafio proposto pelo Ex - Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, às empresas do mundo todo: o Pacto Global. Na ocasião, 206 empresas brasileiras atenderam à convocação e tornaram-se signatárias do compromisso. A relação das empresas brasileiras que aderiram ao Pacto Global foi entregue ao Secretário Geral das Nações Unidas em uma reunião no dia 26 de julho de 2000 em Nova Iorque, da qual participaram executivos das maiores corporações do mundo, diretores gerais de diversas agências da ONU, além de representantes de organizações não governamentais e de organizações de trabalhadores de diversos países.

Nessa reunião, o Instituto Ethos apresentou proposta de realização de um evento sobre a aplicação dos princípios do Pacto Global no Brasil. O evento, denominado “Diálogo Empresarial sobre os Princípios do Pacto Global”, ocorreu no segundo semestre de 2001, em Belo Horizonte, e contou com a presença de mais de 300 representantes de empresas, de organizações da sociedade civil, do meio acadêmico, de jornalistas e de agências das Nações Unidas. Esse encontro, uma realização em parceria do Instituto Ethos, do Conselho de Cidadania Empresarial da FIEMG e da USAID - The United States Agency for International Development, foi uma oportunidade importante para o avanço do processo de discussão dos princípios do Pacto Global no Brasil.

Em dezembro de 2003, foi criado o Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG), integrando instituições representativas do espectro de participantes do Pacto Global: setor privado, sociedade civil organizada, academia, e organizações das Nações Unidas.

Em Junho 2004, realizou-se na Sede das Nações Unidas o Global Compact Leaders Summit. Este evento, um encontro histórico de 480 executivo (a)s de topo das empresas signatárias, líderes de organizações internacionais do trabalho, sociedade civil e agências das Nações Unidas, bem como de um grupo seleto de representantes de governo, foi conduzido diretamente pelo Ex-Secretário Geral Kofi Annan. O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado a proferir a Palestra Magna. O Brasil se fez representar através de 27 executivos de topo, das seguintes organizações: Aché Laboratórios, Aracruz Celulose, Banco do Brasil, BOVESPA, CAIXA, Copagáz, COPEL, Fundação Dom Cabral, Grupo Pão de Açúcar, ISAE / FGV, Instituto Ethos, MDD Papéis, Natura, Nutrimental, Petrobras, PNUD, Portela, Souza Cruz e Valor Econômico.

No ano de 2005 a liderança da rede se dissipou e as atividades do Pacto Global foram quase inexpressivas. Em fevereiro de 2006 o ex - chefe das redes do Pacto Global, Manuel Escudero, veio ao Brasil e convidou o Comitê Brasileiro do Pacto Global para uma reunião mobilizadora, com o intuito de planejar e reiniciar as atividades do PG no Brasil. O planejamento surtiu efeito e no final de 2006 com as atividades do comitê iniciadas e já dando resultados, Escudero convidou o Instituto Ethos para se tornar ponto focal da rede do Pacto Global no Brasil, representada por Tabata Villares que assumiu o desafio de reanimar essa rede e dar continuidade aos planos de disseminação do Pacto Global.

O trabalho bem articulado rendeu uma participação forte de empresas brasileiras no segundo UN Global Compact Leaders Summit, realizado nos dias 5 e 6 de julho de 2007 na sede das Nações Unidas em Genebra na Suíça. A delegação brasileira foi composta por: Banco Do Brasil, Beraca Sabará Químicos e Ingredientes, Bovespa, Copagaz Distribuidora de Gás, Dudalina, Fundação Dom Cabral, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, ISAE FGV, MDD Comércio e Representações de Papel, Petrobras, Promon Engenharia, Repsol, Serasa, Visão Sustentável - Dorpas Assessoria Empresarial.

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