Pacto no Brasil



Eventos da Rede Brasileira do

Pacto Global

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Histórico

Publicado em 25 de abril de 2013

O Pacto Global foi anunciado globalmente pelo Secretário Geral das Nações Unidas no Fórum Econômico Mundial (Fórum de Davos) na reunião de 31 de janeiro de 1999, e foi oficialmente lançado em 26 de julho de 2000 no escritório da ONU em Nova Iorque.

A partir do primeiro semestre de 2000, a história do Pacto Global começou a ser escrita no Brasil, quando o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social conduziu um processo de engajamento das empresas brasileiras ao projeto proposto pelas Nações Unidas. Nesta primeira convocação, 206 empresas aderiram ao desafio. Em 26 de julho do mesmo ano, em Nova Iorque, foi entregue ao Secretário Geral das Nações Unidas o nome das empresas que se tornaram signatárias do compromisso. Nesta ocasião, foi proposta a realização em 2002 do "Diálogo Empresarial sobre os princípios do Pacto Global" na cidade de Belo Horizonte, um evento que contou com a participação de 300 representantes do Brasil, e que buscou debater a aplicação dos princípios do Pacto Global no país.

Em dezembro de 2003, foi criado o Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG), um grupo integrado por instituições representativas do espectro de participantes do Pacto Global: setor privado, sociedade civil organizada, academia e agências do Sistema das Nações Unidas no Brasil, que tinha por finalidade fortalecer a agenda da responsabilidade social corporativa e do Pacto Global no Brasil.

Uma importante participação do Brasil se deu em Julho de 2004, quando da realização do UN Global Compact Leaders Summit, na sede das Nações Unidas. Este evento histórico reuniu mais de 450 executivos de alto nível de organizações signatárias do Pacto Global, bem como um grupo seleto de representantes de governos liderados pelo Secretário Geral das Nações Unidas. A palestra magna do evento foi conduzida pelo ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e o país fez-se representar por 27 executivos de grande relevância das seguintes organizações: Aché Laboratórios Farmacêuticos, Aracruz Celulose, Banco do Brasil, Bovespa, Caixa, Copagáz, Copel, Fundação Dom Cabral, Grupo Pão de Açúcar, Instituto Ethos, ISAE-FGV, MDD Papéis, Natura, Nutrimental, Petrobras, PNUD, Portela, Souza Cruz e Valor Econômico.

Já em 2005, as organizações participantes do Pacto Global no Brasil mobilizaram-se no sentido de promover a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), sob a liderança do escritório das Nações Unidas no Brasil. Uma grande campanha de mobilização foi criada para criar um espaço de debate público em torno dos ODM. Este movimento engrossou a voz do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e contribuiu de forma expressiva para que o Brasil investisse no monitoramento e na avaliação dos indicadores, metas e objetivos acordados na Cúpula do Milênio das Nações Unidas em 2000.

Em meados de 2005, o então chefe das redes do Pacto Global visitou o Brasil e convidou o Comitê Brasileiro para uma maior mobilização em torno de um planejamento de atividades no Brasil para a Rede Brasileira do Pacto. Como resultado, uma reestruturação institucional no âmbito do CBPG foi acordada por seus membros, sinalizando um novo momento de gestão e de aproximação com o escritório das Nações Unidas no Brasil e com a sede do Pacto Global em Nova Iorque, que é a porta de entrada das empresas na ONU.

Em julho de 2007, houve uma expressiva participação da Rede Brasileira do Pacto Global durante a realização do segundo UN Global Compact Leaders Summit, em Genebra. A delegação brasileira foi composta por: Banco do Brasil, Beraca Sabará Químicos e Ingredientes, Bovespa, Copagáz, Dudalina, Fundação Dom Cabral, Instituto Ethos, ISAE-FGV, MDD Comércio e Representações de Papel, Petrobras, Promon Engenharia, Repsol, Serasa, Visão Sustentável e Dorpas Assessoria Empresarial.

Desde então, o Pacto Global no Brasil, por meio de seu Comitê, definiu alguns dos pontos a serem alcançados. São eles:
(i) a massificação de seus princípios no país;
(ii) a ampliação da adesão de empresas e organizações brasileiras;
(iii) o apoio às empresas para a implementação de tais princípios;
(iv) o incentivo à troca de experiências e aprendizados;
(v) a articulação internacional com as demais redes do Pacto Global, bem como com o escritório em Nova Iorque;
(vi) a promoção do vínculo entre os princípios do Pacto Global e os ODM;
(vii) a assessoria à diretoria do CBPG.

Durante o Fórum de Sustentabilidade Corporativa na Rio+20, realizado entre os dias 15 e 18 de junho de 2012, as empresas da Rede Brasileira do Pacto Global entregaram ao Governo Brasileiro e às Nações Unidas a carta Contribuição Empresarial para a Promoção da Economia Verde e Inclusiva, composta por dez Compromissos em favor da economia verde e assinada por 226 organizações até o início do Fórum.

A entrega foi realizada no dia 18 de junho durante o Encontro Anual 2012 da Rede Brasileira do Pacto Global, que consistiu em duas sessões e contou com a participação da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do Ministro Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; e do Coordenador Residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek. Participaram ainda o Sr. Armando Tripodi, Presidente da Rede Brasileira do Pacto Global; o Sr. Helio Mattar, Presidente do Instituto Akatu; o Sr. Ricardo Young, Conselheiro do Instituto Ethos; a Sra. Wanda Engel, Presidente do Comitê Brasileiro de Voluntariado Empresarial e do Instituto Unibanco, assim como altos executivos de empresas: Sr. Jorge Miguel Samek, Presidente da Itaipu Binacional; Sr. Marcelo Lyra, Vice-Presidente de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da Braskem; Sr. Wilson Ferreira, Presidente da CPFL; Sr. Eduardo Leduc, Vice-Presidente de Sustentabilidade e de Produtos para a Agricultura da BASF. Como moderador, o evento contou a participação do Sr. Ricardo Voltolini, Jornalista e diretor da revista Ideia Sustentável.

Hoje, o Pacto Global no Brasil vem impulsionando diversas empresas no país a adotarem a cidadania empresarial como padrão para a gestão de seus negócios e outras organizações na intensificação deste movimento onde ele já está se encontra consolidado.


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